Melhorar a qualidade do ar dentro de casa em Brasília exige atenção especial à poeira, à baixa umidade e à ventilação dos ambientes. A combinação de clima seco, portas e janelas fechadas e uso frequente de aparelhos de ar-condicionado pode aumentar o desconforto respiratório e favorecer o acúmulo de partículas.
Dados do Instituto Nacional de Meteorologia indicam que agosto e setembro estão entre os meses mais secos do ano na capital federal, com registros históricos de umidade relativa do ar abaixo de 20% em determinados períodos. (portal.inmet.gov.br)
Ventile a casa nos horários adequados
A renovação do ar ajuda a reduzir a concentração de poluentes produzidos dentro da residência. Sempre que as condições externas forem favoráveis, abra janelas e portas por alguns minutos, preferencialmente criando uma corrente de ar entre lados diferentes do imóvel.
A ventilação deve ser evitada quando houver fumaça, poeira intensa, poluição elevada ou condições externas que piorem a qualidade do ar. Na cozinha e no banheiro, exaustores direcionados para fora ajudam a remover umidade, odores e partículas geradas durante o uso. (epa.gov)
Controle a umidade e combata o mofo
Umidade excessiva favorece o crescimento de mofo, enquanto o ar muito seco pode causar irritação no nariz, na garganta e nos olhos. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos recomenda manter a umidade relativa interna abaixo de 60%, preferencialmente entre 30% e 50%. Um higrômetro pode ajudar a acompanhar o nível dentro dos cômodos. (epa.gov)
Vazamentos, infiltrações e áreas molhadas devem ser corrigidos rapidamente. Materiais úmidos precisam ser secos o quanto antes, especialmente após vazamentos ou derramamentos. No banheiro, o ideal é manter a ventilação durante e depois do banho. Roupas secando em ambientes fechados também podem elevar a umidade.
O uso de umidificador não deve ser automático. Em Brasília, ele pode ser útil apenas quando a umidade estiver muito baixa, mas o aparelho precisa ser higienizado de acordo com as orientações do fabricante para não se tornar fonte de microrganismos.
Reduza poeira e produtos irritantes
A limpeza deve priorizar pano úmido em pisos, móveis e superfícies, em vez de varrer a seco ou espanar, ações que podem suspender partículas no ambiente. Tapetes, cortinas, colchões, almofadas e bichos de pelúcia acumulam poeira e precisam de limpeza regular.
Também é recomendável não fumar dentro de casa e reduzir o uso de produtos com cheiro forte, como sprays, solventes e aromatizadores. Produtos de limpeza devem ser usados conforme o rótulo, sem misturar substâncias, e os ambientes precisam ser ventilados durante e após a aplicação. Fontes internas de fumaça e compostos químicos estão entre os fatores que podem piorar a qualidade do ar. (epa.gov)
Faça a manutenção do ar-condicionado
Filtros sujos podem acumular poeira e prejudicar o funcionamento do aparelho. A limpeza e a troca devem seguir a frequência indicada pelo fabricante e considerar o uso do equipamento. Também é importante observar sinais de vazamento, água acumulada e mau cheiro.
O ar-condicionado pode ajudar a controlar a temperatura e a umidade, mas não substitui a manutenção nem resolve problemas de infiltração. Quando houver suspeita de mofo no equipamento ou nos dutos, a avaliação deve ser feita por profissional qualificado. (epa.gov)
Quando procurar orientação médica
Tosse persistente, chiado, falta de ar, irritação frequente nos olhos ou piora de sintomas de asma e alergia merecem avaliação profissional. Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias podem ser mais sensíveis a poeira, mofo e fumaça. Melhorar o ar da casa ajuda, mas não substitui o diagnóstico e o tratamento indicados por um serviço de saúde.