segunda-feira, 28 de setembro de 2026
SAÚDE

Crianças precisam de cuidados especiais durante a seca em Brasília

Durante o período de seca em Brasília, crianças e bebês ficam mais vulneráveis à desidratação, ao ressecamento da pele e das mucosas e às crises respiratórias. Veja os principais cuidados recomendados por especialistas.

O período de seca em Brasília exige atenção redobrada com a saúde de bebês e crianças. A baixa umidade do ar, associada às altas temperaturas e à presença de poeira e poluentes em suspensão, pode favorecer a desidratação, o ressecamento da pele e das mucosas e o agravamento de problemas respiratórios.

Segundo especialistas do Hospital Universitário de Brasília, crianças são mais vulneráveis às perdas de líquidos porque têm maior frequência respiratória e, proporcionalmente, maior superfície corporal. Por isso, os responsáveis devem observar o comportamento, a ingestão de líquidos e a frequência urinária ao longo do dia.

Hidratação deve ser oferecida com frequência

Bebês em aleitamento materno exclusivo devem continuar mamando em livre demanda. Para crianças com mais de seis meses, a recomendação é oferecer água potável regularmente, em pequenas quantidades e várias vezes ao dia. A quantidade necessária varia conforme a idade, o peso, o nível de atividade física e a temperatura.

Mesmo quando não pedem água, as crianças devem ser lembradas de beber, principalmente durante brincadeiras e atividades ao ar livre. Urina mais escura ou em menor quantidade, boca seca, ausência de lágrimas, irritabilidade, sonolência e redução da disposição para mamar são sinais que podem indicar desidratação e precisam ser avaliados.

Calor e exposição ao sol exigem cautela

Nos horários de maior calor e menor umidade, é importante reduzir a permanência ao ar livre e evitar exercícios intensos. Roupas leves, proteção contra o sol e ambientes cobertos e ventilados ajudam a diminuir o desconforto térmico.

Bebês com menos de seis meses devem ser protegidos preferencialmente com roupas que cubram a pele, chapéu, sombra e capota do carrinho, sem bloquear a circulação de ar. O uso de protetor solar costuma ser indicado a partir dos seis meses, nas áreas expostas, conforme orientação adequada para a criança.

Cuidados com nariz, pele e ambiente

O ar seco pode provocar irritação no nariz, garganta e olhos, além de ressecamento da pele, coceira, tosse e sangramento nasal. O Governo do Distrito Federal recomenda medidas como hidratação frequente e uso de soro fisiológico nas narinas, quando necessário.

Banhos mornos, hidratante adequado e limpeza da casa com pano úmido ajudam a reduzir o acúmulo de poeira. Portas e janelas podem ser abertas para melhorar a circulação do ar, enquanto cortinas devem ser usadas para diminuir a incidência direta do sol. Umidificadores exigem higienização frequente e não devem ser utilizados de forma excessiva, pois o excesso de umidade pode favorecer mofo e fungos.

Quando procurar atendimento médico

Febre persistente, falta de ar, chiado no peito, dor torácica, sonolência intensa, recusa de líquidos, redução importante da urina ou sangramento nasal frequente são sinais de alerta. Nessas situações, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde. Casos de urgência devem ser encaminhados a uma Unidade de Pronto Atendimento.

As orientações gerais do Ministério da Saúde também reforçam a necessidade de acompanhar sinais de desidratação em crianças e garantir água segura para consumo. Em Brasília, a prevenção deve fazer parte da rotina durante todo o período de baixa umidade.