segunda-feira, 28 de setembro de 2026
SAÚDE

Idosos devem redobrar os cuidados com a hidratação durante o período seco em Brasília

Em períodos de baixa umidade do ar em Brasília, pessoas idosas precisam reforçar a ingestão de líquidos e a atenção aos sinais de desidratação, como tontura, boca seca, urina escura e sonolência.

A hidratação de idosos em Brasília exige atenção redobrada durante os períodos de baixa umidade do ar. O clima seco pode aumentar o ressecamento das mucosas, da pele e dos olhos e elevar o risco de desidratação, especialmente entre pessoas com doenças crônicas ou que fazem uso contínuo de medicamentos. (agenciabrasilia.df.gov.br)

O cuidado é necessário mesmo quando a pessoa não sente sede. Com o envelhecimento, a percepção da sede pode diminuir, o que faz com que alguns idosos passem muitas horas sem beber água. Além disso, alterações na composição do organismo e dificuldades de mobilidade, memória ou deglutição podem dificultar a ingestão adequada de líquidos. (agenciabrasilia.df.gov.br)

Por que o tempo seco aumenta o risco

Em Brasília, a baixa umidade costuma provocar desconforto nas vias respiratórias e favorecer sintomas como garganta seca, irritação nasal, sangramento no nariz e ressecamento da pele. A perda de líquidos pode ser agravada pela exposição ao calor, pela prática de atividade física e por doenças que causam febre, vômitos ou diarreia. (gov.br)

O Ministério da Saúde destaca que a desidratação pode ser grave, principalmente entre idosos e pessoas com doenças crônicas. Por isso, a recomendação é manter a oferta de líquidos ao longo do dia, sem esperar o aparecimento da sede. A água deve ser a principal escolha, mas outros líquidos podem fazer parte da rotina conforme a orientação da equipe de saúde. (gov.br)

Como reforçar a hidratação

Uma medida simples é deixar uma garrafa de água sempre ao alcance do idoso e estabelecer horários para oferecer pequenos volumes ao longo do dia. Sucos, chás e preparações com maior quantidade de água também podem contribuir, desde que sejam compatíveis com as condições de saúde da pessoa.

Familiares e cuidadores devem acompanhar a ingestão de líquidos de idosos que vivem sozinhos, têm demência, mobilidade reduzida ou dependem de ajuda para se alimentar e beber. Pessoas com restrição de líquidos por insuficiência cardíaca, doença renal ou outra condição específica não devem aumentar o consumo por conta própria: nesses casos, a quantidade precisa seguir a orientação médica.

Sinais de alerta

Urina mais escura e em menor quantidade, boca seca, fraqueza, dor de cabeça, tontura, queda da pressão, batimentos acelerados, sonolência excessiva e confusão mental podem indicar desidratação. O Manual do Cuidador da Pessoa Idosa também aponta a redução da interação com o ambiente e a piora do estado geral como sinais que merecem atenção. (gov.br)

Quando esses sintomas aparecem, especialmente se forem intensos ou acompanhados de desmaio, confusão ou incapacidade de ingerir líquidos, é importante buscar avaliação em um serviço de saúde. A hidratação deve ser reforçada de forma preventiva, com acompanhamento mais próximo nos dias de umidade muito baixa e nas horas de maior calor.

Outros cuidados no período seco

Além de beber água, é recomendável evitar esforço físico intenso nos horários mais quentes e secos, reduzir a exposição direta ao sol e manter a pele hidratada. A higiene e a hidratação da mucosa nasal também podem ajudar a diminuir o desconforto causado pelo ar seco, sempre respeitando orientações profissionais quando houver doença respiratória pré-existente. (agenciabrasilia.df.gov.br)