terça-feira, 3 de novembro de 2026
CONSUMIDOR

Autenticação extra para idosos seria gratuita e dependeria de análise de risco

Projeto aprovado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa prevê segunda etapa de segurança para operações atípicas de clientes com 60 anos ou mais; proposta ainda passará por outras comissões e pelo Senado.
Autenticação extra para idosos seria gratuita e dependeria de análise de risco
Foto distribuída pela Câmara dos Deputados - Consumidor

Clientes com 60 anos ou mais poderão ter acesso gratuito a uma etapa adicional de autenticação em operações financeiras consideradas incompatíveis com seu perfil, histórico de movimentação ou análises de risco. A previsão está em um projeto aprovado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados.

A medida ainda não está em vigor. O texto terá de ser analisado pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, também precisará ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

Aplicação não seria automática

De acordo com o substitutivo aprovado, bancos e outras instituições financeiras deverão oferecer mecanismos de autenticação em dois fatores sem cobrança para os clientes abrangidos pela proposta. A verificação adicional, no entanto, não seria exigida em todas as movimentações.

Operações cotidianas e rotineiras ficariam fora da camada extra de segurança. O acionamento ocorreria de forma seletiva e proporcional quando fosse caracterizada a atipicidade da transação.

A exigência poderia alcançar transferências eletrônicas, pagamentos acima dos limites estabelecidos, contratação de crédito ou de novos serviços financeiros e alterações cadastrais relevantes. A aplicação dependeria da avaliação da operação em relação ao perfil do cliente, ao histórico de movimentações e às análises de risco.

Projeto e regulamentação

O texto aprovado é o substitutivo apresentado pelo deputado Castro Neto (MDB-PI) ao Projeto de Lei 1453/26, de autoria do deputado Lucas Abrahao (Rede-AP), atualmente na suplência. Durante a análise, o relator também acolheu uma emenda apresentada no colegiado.

Em seu parecer, Castro Neto afirmou que a proposta busca proteger pessoas idosas contra golpes e fraudes sem prejudicar a gestão rotineira das contas. “O envelhecimento populacional brasileiro é um fenômeno consolidado e acelerado”, declarou.

Se a proposta avançar nas etapas legislativas, caberá ao Banco Central regulamentar a medida. A divulgação da Câmara não informa prazo para essa regulamentação nem detalha os procedimentos que serão usados pelas instituições para classificar uma operação como atípica.

Fonte: Câmara dos Deputados – Consumidor.

Foto distribuída pela Câmara dos Deputados – Consumidor